
FII ou Imóvel Físico: Comparativo Completo de Rentabilidade, Tributação e Liquidez em 2026
FII ou imóvel físico: qual investimento rende mais em 2026? Comparativo completo de rentabilidade, tributação, liquidez e gestão com dados reais para quem tem R$500K a R$2M para investir.
Em resumo: Com R$500K, a carteira de FIIs tende a gerar rendimento mensal de R$4.000–R$5.500 líquidos (yield 10%–13% a.a., isentos de IR). Um imóvel físico de mesmo valor gera aluguel de R$2.000–R$3.500/mês (yield 5%–8%), com despesas de condomínio, vacância e IPTU não cobertas pelo FII. A liquidez dos FIIs é superior — venda em bolsa em D+2 vs meses para vender um imóvel.
Investir em fundos imobiliários ou comprar um imóvel físico para alugar: essa é uma das decisões mais recorrentes entre profissionais de alta renda no Brasil. Em 2026, com Selic a 15,00% ao ano e mais de 400 FIIs listados na B3 com liquidez diária, a comparação ficou ainda mais nítida — e os números favorecem os FIIs em quase todos os cenários abaixo de R$2M de capital investido.
Mas "quase todos" não significa "sempre". Há situações específicas em que o imóvel físico é a escolha mais inteligente: quando há capacidade de alavancagem via home equity, quando o investidor quer um imóvel de uso eventual, ou quando a estratégia de investimento imobiliário passa pela valorização locacional de longo prazo em regiões específicas. Este artigo quantifica cada variável para que você tome a decisão com dados, não com intuição.
FII ou Imóvel: O Que Cada Um Oferece
Em resumo: FIIs são cotas de fundos que possuem imóveis comerciais, logísticos ou recebíveis imobiliários — você investe a partir de R$100 e recebe rendimentos mensais isentos de IR. O imóvel físico exige capital alto, burocracia de compra e gestão ativa, mas oferece controle total e potencial de alavancagem diferenciado.
Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo coletivo regulado pela CVM que adquire imóveis ou ativos imobiliários (CRIs, LCIs, cotas de outros FIIs) e distribui, obrigatoriamente, ao menos 95% do lucro semestral aos cotistas — na prática, os principais FIIs distribuem mensalmente. As cotas são negociadas na bolsa como ações, com liquidez diária e ticket mínimo equivalente ao preço de uma cota (geralmente R$80 a R$150).
O imóvel físico para aluguel é um ativo real, com escritura em nome do proprietário, sujeito às flutuações do mercado imobiliário local, à Lei do Inquilinato (Lei 8.245/1991) e às obrigações de manutenção, IPTU e condomínio. Ele oferece controle total sobre decisões (vender, reformar, usar como garantia de crédito) e, acima de R$2M, pode ser alavancado com eficiência via home equity para gerar arbitragem financeira.
Características fundamentais lado a lado
| Característica | FII | Imóvel Físico |
|---|---|---|
| Capital mínimo | ~R$100 (1 cota) | R$200K–R$2M+ |
| Liquidez | D+2 (bolsa) | 3–18 meses para vender |
| Rendimentos | Mensais, isentos de IR (PF) | Mensais, tributados (IR tabela progressiva) |
| Gestão | Passiva (gestor profissional) | Ativa (proprietário ou imobiliária) |
| Diversificação | Automática (vários imóveis no fundo) | Concentrada (1 imóvel, 1 inquilino) |
| Transparência | Relatórios mensais regulados pela CVM | Nenhuma obrigação de disclosure |
| Uso como garantia | Limitado | Pleno (home equity, alienação fiduciária) |
| Depreciação fiscal | Não aplicável | Limitada (PF não deduz depreciação) |
Fontes: CVM; B3; Receita Federal.
Comparativo de Rentabilidade: R$500K Investidos em Cada Opção
Em resumo: R$500K em FIIs diversificados gera R$4.200–R$5.400/mês líquidos (yield médio de 10%–13% a.a., isento de IR). O mesmo valor em um imóvel residencial para aluguel gera R$1.800–R$3.000/mês líquidos (yield real de 4,3%–7,2% a.a., após IPTU, condomínio, manutenção e imposto de renda). A diferença é de R$2.000 a R$2.400/mês — equivalente a R$24K–R$29K por ano.
Para comparar com precisão, é necessário separar o rendimento bruto do rendimento líquido real — que desconta impostos, vacância e custos de manutenção.
Cenário 1: R$500K em FIIs diversificados (2026)
Carteira hipotética com alocação entre FIIs de papel (CRI/CRA) e FIIs de tijolo (logística e lajes corporativas):
- Yield médio bruto: 11,5% ao ano (mix de papel + tijolo)
- Rendimento mensal bruto: R$4.791
- IR sobre rendimentos mensais (PF): R$0 — isento conforme Lei 8.668/1993
- Taxa de administração (embutida no fundo, não cobrada do cotista): já descontada no yield divulgado
- Rendimento líquido mensal: R$4.791
- Vacância do portfólio (diversificado): impacto diluído — redução estimada de 3%–5% no yield em períodos adversos
Cenário 2: R$500K em Imóvel Residencial para Aluguel (2026)
Apartamento de R$500K em capital de médio porte (São Paulo interior, Belo Horizonte, Curitiba):
- Aluguel bruto mensal: R$3.000 (yield bruto de 7,2% a.a.)
- IPTU (rateio mensal): –R$250
- Condomínio (quando vago ou parcialmente do proprietário): –R$300 (vacância ou encargos)
- Manutenção anual média (1% do valor do imóvel): –R$417/mês
- IR sobre aluguel (tabela progressiva, alíquota ~15%): –R$270
- Vacância média (imóvel individual, 1–2 meses/ano): –R$250/mês (rateado)
- Rendimento líquido mensal efetivo: R$1.513
- Yield líquido real: 3,6% ao ano
Tabela: Yield por faixa de patrimônio — FII vs Imóvel Físico
| Patrimônio investido | FII — yield líquido (PF) | Imóvel físico — yield líquido real | Diferença anual |
|---|---|---|---|
| R$200K | 10%–13% a.a. (R$1.700–R$2.170/mês) | 3%–5% a.a. (R$500–R$833/mês) | R$14K–R$16K/ano |
| R$500K | 10%–13% a.a. (R$4.167–R$5.417/mês) | 3%–5% a.a. (R$1.250–R$2.083/mês) | R$35K–R$40K/ano |
| R$1M | 10%–13% a.a. (R$8.333–R$10.833/mês) | 4%–6% a.a. (R$3.333–R$5.000/mês) | R$60K–R$71K/ano |
| R$2M | 10%–13% a.a. (R$16.667–R$21.667/mês) | 5%–7% a.a. (R$8.333–R$11.667/mês) | R$100K–R$120K/ano |
Nota: yield de imóvel físico acima de R$1M melhora porque imóveis de maior padrão tendem a ter menor vacância relativa e inquilinos corporativos. Acima de R$2M, a alavancagem via home equity pode alterar substancialmente o retorno do imóvel físico — ver seção "Quando Faz Sentido Ter Imóvel Físico Mesmo Assim".
Tributação — FII Tem Vantagem Fiscal para Pessoa Física
Em resumo: Os rendimentos mensais de FII são isentos de IR para pessoa física (Lei 8.668/1993), enquanto o aluguel de imóvel físico é tributado pela tabela progressiva do IR (até 27,5%). Em R$500K investidos, essa diferença fiscal vale R$720–R$1.800/mês em favor dos FIIs. O ganho de capital na venda de cotas de FII é tributado a 20%, igual ao imóvel físico.
A isenção de IR sobre rendimentos de FII para pessoa física é a vantagem fiscal mais significativa disponível no mercado brasileiro. Ela está prevista na Lei 8.668/1993 e mantida pela Lei 9.779/1999, condicionada a dois critérios:
- O FII deve ter mais de 50 cotistas (fundos concentrados não têm isenção)
- O cotista beneficiário não pode deter mais de 10% das cotas do fundo
Praticamente todos os grandes FIIs listados na B3 atendem esses critérios. A isenção se aplica ao rendimento distribuído mensalmente (o "dividendo" do FII) — não ao ganho de capital na venda das cotas.
Comparativo tributário: aluguel vs rendimento de FII
| Situação | Rendimento mensal | IR aplicável | Valor líquido |
|---|---|---|---|
| Aluguel imóvel (R$3.000/mês) | R$3.000 | ~R$270 (alíquota 15%, tabela progressiva) | R$2.730 |
| Aluguel imóvel (R$6.000/mês) | R$6.000 | ~R$810 (alíquota ~22,5%) | R$5.190 |
| Rendimento FII (qualquer valor, PF) | R$4.791 | R$0 — isento | R$4.791 |
| Venda de cotas FII com lucro | Ganho de capital | 20% sobre o lucro | — |
| Venda de imóvel com lucro | Ganho de capital | 15%–22,5% sobre o lucro (tabela) | — |
Fonte: Receita Federal — Instrução Normativa RFB 1.585/2015; Lei 8.668/1993.
Atenção: a isenção não se aplica a holdings (PJ). Se você mantém FIIs dentro de uma holding familiar, os rendimentos são tributados normalmente como renda da pessoa jurídica. Para manter o benefício fiscal, mantenha FIIs em conta de pessoa física.
Liquidez: A Grande Diferença
Em resumo: FIIs têm liquidez em D+2 — você vende as cotas na bolsa e recebe em dois dias úteis. Um imóvel físico leva em média 3 a 18 meses para ser vendido, dependendo da localização, valor e mercado. Em situações de necessidade de capital, essa diferença pode representar perda de oportunidade ou venda forçada com desconto de 10%–20%.
Liquidez não é apenas a velocidade de conversão em dinheiro — é o custo de sair do investimento quando você precisa ou quando a oportunidade muda.
Custo real de liquidar cada ativo
FII:
- Venda das cotas em qualquer pregão da B3
- Liquidação financeira em D+2 (dois dias úteis)
- Custo de transação: corretagem (R$0 em muitas corretoras) + emolumentos B3 (~0,015% sobre o valor negociado)
- Risco de preço: as cotas podem estar abaixo do preço de compra no momento da venda — esse é o risco de liquidez real
Imóvel físico:
- Tempo médio de venda: 6–12 meses em mercados normais (ABRAINC, dados de 2025)
- Custo de transação: ITBI (2%–3% do valor venal), escritura (0,5%–1%), comissão de imobiliária (5%–6%)
- Custo total de saída: 8%–10% do valor do imóvel
- Em situação de urgência: desconto de 10%–20% para venda rápida é comum
Quando a liquidez do FII é crítica
A liquidez importa mais do que os investidores reconhecem em três cenários:
- Rebalanceamento de carteira — oportunidade em outro ativo exige capital rápido
- Emergência financeira — perda de renda ou despesa extraordinária inesperada
- Mudança de estratégia — migrar para outro tipo de FII, renda fixa ou ativo real diferente
No imóvel físico, todos esses cenários resultam em espera longa ou venda com deságio. No FII, o cotista executa o rebalanceamento no dia seguinte ao pregão.
Gestão: Imóvel Exige Tempo, FII É Passivo
Em resumo: Um imóvel físico para aluguel exige em média 5 a 10 horas por mês de gestão — negociação com inquilino, manutenções, vistorias e lidar com inadimplência. FIIs têm gestão 100% profissional e passiva: o cotista recebe o rendimento na conta sem qualquer esforço operacional. Para profissionais com renda alta e tempo escasso, essa diferença tem valor financeiro real.
O que a gestão de um imóvel físico realmente envolve
Quem nunca alugou um imóvel tende a subestimar o trabalho operacional. As tarefas recorrentes incluem:
- Seleção de inquilino: análise de crédito, contrato, fiador ou seguro-fiança
- Reajuste anual de aluguel: negociação pelo IGPM ou IPCA
- Manutenção preventiva e corretiva: hidráulica, elétrica, pintura, equipamentos
- Inadimplência: notificação, negociação, ação de despejo (Lei 8.245/1991 — processo que pode levar 6–18 meses)
- Vacância: reforma para novo locatário, período sem renda
- Obrigações fiscais: DARF mensal de carnê-leão, declaração de ajuste anual
Um estudo da ABRAINC indica que o proprietário de imóvel para aluguel gasta, em média, 40–80 horas por ano com gestão ativa — ignorando os anos com problemas graves de inadimplência ou obras, que podem triplicar esse número.
FII: gestão profissional sem custo adicional ao cotista
No FII, o gestor profissional (regulado pela CVM) é responsável por:
- Aquisição e venda de imóveis no portfólio
- Renovação de contratos de locação com inquilinos corporativos
- Gestão de vacância e obras
- Relatórios mensais de performance (obrigatórios por regulação)
- Distribuição dos rendimentos na conta do cotista todo mês
A taxa de administração (geralmente 0,5%–1,5% ao ano sobre o patrimônio do fundo) já está embutida no rendimento distribuído — o cotista não paga nenhuma taxa adicional além das de corretagem na compra e venda das cotas.
Quando Faz Sentido Ter Imóvel Físico Mesmo Assim
Em resumo: O imóvel físico supera os FIIs em três cenários: (1) quando é usado como garantia para alavancagem via home equity com spread positivo; (2) quando há valorização locacional relevante e específica que o mercado ainda não precificou; (3) quando o investidor tem uso eventual do imóvel (veraneio, uso familiar). Fora desses casos, os FIIs tendem a ser superiores financeiramente.
Apesar da vantagem sistêmica dos FIIs em rentabilidade líquida e liquidez, o imóvel físico mantém relevância estratégica em situações específicas. Conheça os três cenários em que o imóvel físico é a escolha mais inteligente:
1. Alavancagem via home equity
Com um imóvel físico de R$1M quitado, é possível obter home equity de até R$600K (LTV de 60%, conforme Circular BCB 3.938/2019) a taxas de 0,79%–1,3% ao mês. Investindo esse capital em FIIs com yield de 11%–13% ao ano, o spread financeiro positivo gera retorno adicional de 2%–5% ao ano sobre o capital alavancado. Essa estratégia não é replicável com FIIs — você não pode dar cotas de FII como garantia da mesma forma.
2. Valorização locacional específica
Em regiões com desenvolvimento urbano acelerado (novos centros empresariais, expansão de metrô, revitalização de bairros), o imóvel físico captura valorização de capital que pode superar o yield dos FIIs. Esse alfa, porém, exige conhecimento do mercado local e timing correto — não é garantido e é difícil de replicar sistematicamente.
3. Uso misto (investimento + uso eventual)
Imóvel de veraneio ou imóvel que o proprietário usa em períodos específicos combina uso pessoal com renda de aluguel por temporada (Airbnb). Nesse caso, a comparação com FII não é direta — parte do retorno é "consumo" e parte é investimento.
Para comparar estratégias de comprar imóvel ou investir, o ponto central é: se o único objetivo é retorno financeiro, os FIIs vencem na maioria dos cenários abaixo de R$2M.
Erros Mais Comuns ao Comparar FII e Imóvel
Em resumo: Os seis erros mais frequentes ao comparar FIIs e imóveis físicos distorcem a análise e levam a decisões financeiras subótimas. O mais grave é comparar o yield bruto do imóvel (sem descontar IPTU, manutenção, vacância e IR) com o yield líquido do FII — o que superestima o imóvel em até 60% do retorno real.
-
Comparar yield bruto do imóvel com yield líquido do FII. O aluguel bruto de 7% ao ano cai para 3,5%–4,5% líquido após IPTU, condomínio, manutenção, vacância e IR. O yield do FII divulgado já é líquido dessas despesas (exceto IR, que é zero para PF). A comparação correta é sempre yield líquido real vs yield líquido real.
-
Ignorar o custo de aquisição do imóvel. ITBI (2%–3%), escritura, registro e eventuais reformas iniciais somam 4%–8% sobre o valor do imóvel. Esses custos são pagos no primeiro dia — o que reduz o retorno dos primeiros 1–2 anos de forma significativa. FIIs não têm esse custo de entrada.
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Desconsiderar o custo de oportunidade da vacância. Um imóvel que fica 2 meses vago por ano perde 16,7% da renda anual. Em R$500K de imóvel, isso é R$6.000 em renda perdida no ano. FIIs diversificados diluem a vacância entre dezenas de imóveis e inquilinos.
-
Subestimar o tempo de gestão como custo real. 60 horas por ano de gestão de um imóvel, para um profissional que fatura R$400/hora, representa R$24.000/ano de custo de oportunidade — não aparece na planilha mas existe.
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Confundir valorização nominal com retorno real. Imóvel que "dobrou de valor em 10 anos" cresceu 7,2% ao ano nominal. Descontando o IPCA médio de 4% ao ano, o retorno real é de 3,1% ao ano — abaixo da Selic real e abaixo do yield líquido de um portfólio de FIIs.
-
Não considerar a tributação na saída. Na venda do imóvel com lucro, há ganho de capital tributado de 15% a 22,5% (Lei 11.196/2005). Na venda de cotas de FII com lucro, o imposto é fixo de 20% — mas há isenção para vendas mensais até R$20.000 para FIIs (conforme legislação vigente; confirmar com contador).
Perguntas Frequentes
FII paga imposto de renda nos rendimentos mensais?
Para pessoa física, os rendimentos mensais distribuídos por FII são isentos de IR, conforme a Lei 8.668/1993, desde que o fundo tenha mais de 50 cotistas e seja negociado em bolsa. O ganho de capital na venda das cotas é tributado a 20%. Isso diferencia radicalmente o FII do aluguel de imóvel físico, que é tributado pela tabela progressiva do IR (até 27,5%).
Qual o risco de investir em FII comparado a imóvel físico?
O FII tem risco de mercado — as cotas oscilam na bolsa, e em períodos de alta de juros, o preço das cotas tende a cair (porque o yield relativo fica menos atrativo). O FII também tem risco de vacância no portfólio e risco de crédito (para FIIs de papel com CRIs). O imóvel físico tem risco de inquilino inadimplente, danos ao imóvel e vacância individual — com o agravante de que o risco é concentrado em um único ativo, sem diversificação. Um FII típico possui 20–100 imóveis ou recebíveis, diluindo o risco.
Posso perder dinheiro em FII?
Sim — as cotas oscilam na bolsa. Se você comprar cotas a R$120 e vender a R$95, há perda de capital de R$25 por cota (20,8%). Essa perda de capital existe independentemente dos rendimentos mensais recebidos. A estratégia para mitigar esse risco é: comprar FIIs com desconto sobre o valor patrimonial (P/VP < 1) e manter o investimento por pelo menos 3–5 anos, período em que os rendimentos mensais compensam eventuais oscilações de preço.
FII compensa mais que imóvel no longo prazo?
Para a maioria dos investidores com capital entre R$100K e R$1M, os FIIs tendem a superar o imóvel físico em retorno líquido ajustado pelo trabalho de gestão. A combinação de yield mais alto, isenção de IR e liquidez superior é difícil de bater. Acima de R$2M, o imóvel físico pode ter vantagens específicas via alavancagem com home equity, especialmente quando o capital liberado é reinvestido com spread positivo. Para uma visão completa sobre como FIIs se encaixam em uma carteira de geração de renda, veja como viver de dividendos.
Posso investir em FII dentro de uma holding familiar?
Sim — é possível adquirir cotas de FII em nome de uma holding (pessoa jurídica). Mas a isenção de IR nos rendimentos de FII não se aplica à holding: os rendimentos são tributados como receita da PJ, sujeita ao regime tributário da empresa (Lucro Real, Presumido ou Simples). Para manter a isenção de IR sobre os rendimentos mensais, o ideal é manter FIIs em conta de pessoa física. A exceção são investidores com patrimônio muito alto e holding estruturada para planejamento sucessório — nesse caso, a perda da isenção pode ser compensada por outros benefícios fiscais e patrimoniais.
Este artigo tem caráter educativo e não constitui recomendação de investimento. Consulte um assessor financeiro regulado pela CVM antes de tomar decisões de alocação. Dados de yield e rentabilidade são referências de mercado para março de 2026 e podem variar.
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